Após uma
auditoria da Secretaria de Saúde da Bahia que constatou, dentre
tantas irregularidades, ausência de programa de higienização do
reservatório de água potável, equipamentos sem funcionar por falta
de manutenção, não conformidades relativas á estrutura física,
mobiliários hospitalar com desgaste, o Hospital Almir Passos, uma
entidade privada de natureza beneficente sem fins lucrativos,
mantida pela Santa Casa de Misericórdia de Conceição do Coité e
está cadastrado no SCNES como hospital geral e prestava serviço ao
SUS, sob gestão estadual, em regime ambulatorial e internação em
caráter de urgência e eletivo, nas especialidades de clínica
médica, cirurgia e obstetrícia, deverá ser reaberto no final do mês
de dezembro e segundo o provedor Abenilson Lopes, será o hospital
referencia da região.
O CN esteve
na unidade hospitalar e conheceu as novas instalações, após uma
ampla reforma. "Não mais vai acontecer o cruzamento do paciente
enfermo com aquele que tenha recebido alta médica", afirmou
Abenilson Lopes, enquanto mostrava as novas
dependências.
Foi construída uma nova portaria de acessos para emergência e três novos consultórios médicos. Um corredor foi criado para separar as enfermarias musculina e feminina, duas enfermarias pós-operatória, sala pré-parto, neonatal e um centro de esterelização, problemas detectados pela auditoria. "Estamos com 90% dos problemas identificados pela auditoria resolvido e vamos fazer muito mais ao contratar especialistas e melhorar nossas ofertas de serviços com atendimento especializados em diversos setores", contou "Bem", como é conhecido o provedor.
Ele disse também que foram adquiridos novos equipamentos dentre eles um aparelho de Raios-X com capacidade de 300MA amperes.
Antes de
ser interditado, em 2010, o Hospital Almir Passos, informou ao
sistema do SUS que 36,5%, ou seja, 819 pessoas foram atendidas em
clinica médica, 84 %, 465 pessoas foram submetidas a um tipo de
cirurgia e 71,32 %, 455 pessoas, atendidos em
obstetrícia.
O problema que se arrasta há sete anos, pois anualmente é necessário que seja revalidado o alvará de funcionamento do Hospital e todos eles foram liberados com ressalvas e eram notificados os problemas encontrados pelos técnicos da diretoria de saúde que constatavam que eram resolvidos ao visitar a unidade no ano seguinte, o que resultou na interdição e na decisão pelo fechamento para reforma.
Após cinco
meses fechado, o Hospital deverá reabrir com ampliação de mais 270
metros de área construída, novos equipamentos, totalmente reformado
e segundo Abenilson Lopes, todo recursos proveniente de ajuda da
comunidade, a exemplo da campanha realizada pelas associações
comunitárias onde foram arrecadados R$ 7 mil e da campanha "sua
nota é um show". "No caso da "sua nota é um show", tínhamos
recebido antes do fechamento a 16ª etapa e já estávamos na 19ª o
que nos ajudou com o recebimento das três etapas e usamos os
recursos na obra", contou.
Ele disse ainda que recebe ajuda de pessoas que não querem se identificar e deixam créditos nas lojas de materiais de construção de até R$ 2.mil. "Nós não sabemos que são estas pessoas, mais somos gratos", falou Bem.
"Os
pedreiros são doados por três construtoras e a Prefeitura entra com
o apoio logístico de transporte quando necessário para transportar
material. Até agora gastamos R$ 90 mil na ampliação e
aproximadamente R$ 200 mil em toda obra até o final", afirmou o
provedor.
Trabalham no Hospital Almir Passos 34 funcionários, que estão sem receber salários desde o dia que a unidade foi fechada. Atualmente 54 "irmãos" fazem parte da sociedade e eles devem ser convocados pelo provedor para discutir o funcionamento a partir de dezembro. "Adquirimos novos equipamentos, vamos treinar os funcionários, contratar especialistas e fazer do Hospital Almir Passos um Hospital referência", concluiu.
Por: Valdemí
de Assis / fotos: Raimundo Mascarenhas / Calila
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